Ao completar 67 anos de emancipação política neste mês de abril, o município de Inocência (MS) vive um novo ciclo de desenvolvimento. Especialmente a partir de 2025, os setores de comércio e serviços começaram a ganhar fôlego, surgiram novas oportunidades de fonte e renda. A cidade cresceu, enquanto a infraestrutura urbana vem sendo ampliada e modernizada, por exemplo, com iniciativas como o Plano Estratégico Socioambiental (PES) do Projeto Sucuriú, da Arauco. E os reflexos desta transformação já são percebidos no dia a dia pela população.
O crescimento deixou de ser expectativa para se tornar realidade nas ruas, nos negócios e na vida das pessoas, como o empresário Leandro Rodrigues dos Santos, do setor de hotelaria. Nascido em Inocência, Leandro, proprietário do LL Hotel, é de uma geração que precisou deixar a cidade ainda jovem por falta de perspectivas. “Eu, minha irmã e meu irmão tivemos que ir embora para buscar crescimento profissional, estudar, trabalhar. Isso acontecia muito aqui”, conta. Nesse período, trabalhando como técnico de segurança do trabalho, ele passou por São Paulo e Minas Gerais, sonhando com a possibilidade de retornar à cidade-natal.
Esse retorno começou a se desenhar quando a região passou a viver um novo movimento econômico, ainda ligado à atividade florestal. Mesmo antes da confirmação da decisão de instalação da fábrica da Arauco, a demanda por serviços já dava sinais de mudança. Leandro soube ler os sinais e acreditou neles. “A gente começou a construir um hotel pensando nessa movimentação. No meio da obra, veio a confirmação da fábrica. Foi melhor do que a gente imaginava”, relembra. O hotel, previsto inicialmente para ter 14 apartamentos, precisou ser ampliado para acompanhar o ritmo da cidade. Hoje, são 28 quartos com alta ocupação constante. “Se tivéssemos 40 ou 50, estariam cheios”, afirma.
O crescimento do negócio ajuda na geração de renda. Atualmente, sete moradores de Inocência trabalham no hotel. Para Leandro, a principal mudança não está nos números, mas na forma como a cidade passou a reorganizar suas próprias histórias. “Antes, as famílias eram separadas. As pessoas iam embora. Agora, está acontecendo o contrário: as pessoas estão voltando. As famílias estão se reunindo de novo”, comemora, observando que há um movimento crescente de novos empreendimentos, com moradores que antes tinham poucas perspectivas, mas que, agora, também enxergam oportunidades reais de crescimento.
