O Brasil assumiu o compromisso de recuperar e restaurar mais de 163 mil km² de terras degradadas até 2030 , reforçando uma agenda que conecta preservação ambiental, produção sustentável e enfrentamento às mudanças climáticas.
A meta foi apresentada durante a 17ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (COP17), realizada em Ulaanbaatar, na Mongólia.
O compromisso brasileiro reúne ações destinadas a recuperar áreas degradadas, reduzir processos de degradação em andamento e prevenir novos impactos sobre o solo.
Entre as estratégias estão a restauração da vegetação nativa , o fortalecimento de sistemas agroflorestais e ações de conservação e manejo sustentável. As iniciativas também alcançam unidades de conservação, Territórios Indígenas, áreas de preservação permanente e bacias hidrográficas.
Além dos 163 mil km² destinados à recuperação e restauração, cerca de 3,51 milhões de km² deverão receber medidas de prevenção, conservação e manejo sustentável. Somadas, as diferentes frentes abrangem aproximadamente 3,67 milhões de km².
Conservação ganha importância para o setor produtivo
A recuperação de áreas degradadas é considerada estratégica para conciliar desenvolvimento econômico e conservação dos recursos naturais . Dados apresentados pelo governo brasileiro apontam que aproximadamente 28% do território nacional possui algum nível de degradação.
O tema tem impacto direto em regiões de forte atividade agrícola e florestal. No Centro-Oeste, onde avançam a silvicultura, as florestas plantadas e o agronegócio , a qualidade do solo, a disponibilidade hídrica e a conservação da vegetação nativa são fatores essenciais para a sustentabilidade das atividades produtivas.
Práticas adequadas de manejo, proteção de nascentes e cursos d'água, conservação do solo e recuperação da vegetação podem aumentar a resiliência das paisagens diante de períodos prolongados de estiagem, altas temperaturas e outros eventos climáticos extremos.
Restauração ambiental até 2030
O compromisso brasileiro está alinhado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 15.3 da ONU , que prevê combater a desertificação, restaurar terras e solos degradados e buscar a neutralidade da degradação da terra até 2030.
Para o Brasil, alcançar essa meta exigirá integração entre poder público, setor produtivo, comunidades, instituições científicas e organizações ambientais.
Nesse cenário, restauração florestal, conservação do solo e da água e manejo sustentável passam a ocupar posição cada vez mais estratégica para garantir produtividade, biodiversidade e segurança ambiental no longo prazo.
Fonte: Agência Brasil
