A expansão da base florestal da Arauco em Mato Grosso do Sul avança acompanhada por uma estratégia que busca conciliar produtividade, conservação ambiental e tecnologia. Atualmente, a companhia administra cerca de 350 mil hectares no Estado , dos quais 218 mil hectares são destinados ao cultivo de eucalipto e mais de 84 mil hectares permanecem reservados à preservação da vegetação nativa do Cerrado .
Os números ganham destaque neste 21 de setembro, Dia da Árvore , data que reforça a importância das florestas plantadas e nativas para a conservação do solo, proteção dos recursos hídricos, biodiversidade e captura de carbono.
Segundo a Arauco, as áreas preservadas representam aproximadamente 25% do patrimônio sob sua gestão em Mato Grosso do Sul , percentual superior ao mínimo de 20% estabelecido pela legislação. A companhia informa ainda que sua expansão florestal segue o princípio de conversão zero de vegetação nativa , priorizando áreas anteriormente utilizadas para atividades como pecuária e agricultura.
Em escala global, a Arauco possui 1,8 milhão de hectares de patrimônio florestal , sendo que mais de 27% correspondem a florestas nativas e áreas de proteção.
Tecnologia chega às áreas de conservação
O acompanhamento da biodiversidade integra a estratégia florestal. Entre os recursos empregados estão drones equipados com câmeras termais , pesquisas botânicas e armadilhas fotográficas utilizadas para identificar e acompanhar espécies da fauna.
Um dos destaques é a Área de Alto Valor de Conservação (AAVC) Refúgio das Antas , localizada em Água Clara. A reserva possui 3.257 hectares e já contabiliza 340 espécies de fauna e 91 espécies de flora catalogadas.
Entre os registros estão 12 espécies ameaçadas de extinção , incluindo a onça-pintada.
No manejo das áreas produtivas, a empresa afirma utilizar métodos convencionais, sem transgênicos, além de práticas voltadas à conservação do solo e do ciclo hídrico.
“O cuidado com o cultivo começa no planejamento do solo. Adotamos o preparo conservacionista em curva de nível para diminuir o escoamento hídrico e conter riscos de erosão”, explica Ricardo Austin, diretor florestal da Arauco .
Segundo ele, folhas, galhos e cascas são mantidos, sempre que possível, sobre o terreno após a colheita. O material forma uma barreira física contra as chuvas e contribui para devolver matéria orgânica ao solo.
Bioinsumos ajudam no controle de pragas
Outra frente da gestão florestal está em Três Lagoas, onde a Arauco investe na produção própria de bioinsumos , em parceria com o Instituto Senai de Inovação em Biomassa.
O trabalho inclui a criação de microvespas parasitoides , utilizadas como inimigas naturais de lagartas que atacam os plantios de eucalipto. Milhões desses insetos benéficos já foram liberados na região como alternativa para reduzir a necessidade de defensivos químicos e favorecer o equilíbrio ambiental.
A prevenção de incêndios também conta com uma estrutura específica. A companhia mantém uma Central de Incêndio em Três Lagoas funcionando 24 horas por dia , além de 30 brigadas terrestres, entre quatro e cinco aeronaves e aproximadamente 300 profissionais especializados .
Projeto Sucuriú amplia presença da Arauco no Estado
As práticas ambientais também fazem parte do desenvolvimento do Projeto Sucuriú , em Inocência, que marcará a entrada da divisão de celulose da Arauco no Brasil.
Com investimento de US$ 4,6 bilhões , a fábrica terá capacidade para produzir 3,5 milhões de toneladas de celulose de fibra curta por ano . O empreendimento ocupa uma área de 3,5 mil hectares, a cerca de 50 quilômetros do centro de Inocência e próximo ao Rio Sucuriú.
A terraplanagem começou em 2024 e a previsão é de que a unidade entre em operação no final de 2027 .
“A partir da natureza e de fontes renováveis, contribuímos com as pessoas e com o planeta. No Projeto Sucuriú, demonstramos na prática que o crescimento produtivo de alta eficiência caminha lado a lado com o respeito ao solo, à água e à conservação do Cerrado”, afirma Theofilo Militão, diretor de Sustentabilidade e Relações Institucionais da Arauco .
Durante a implantação, a empresa prevê oferecer capacitação e gerar mais de 14 mil oportunidades de trabalho . Depois do início das operações, a expectativa é de aproximadamente 6 mil pessoas empregadas nas atividades industriais, florestais e logísticas .
Da floresta ao produto final
A estratégia de sustentabilidade também alcança a divisão de Madeira da Arauco, com operações no Paraná e Rio Grande do Sul. A companhia processa 2,5 milhões de toneladas de madeira por ano para fabricação de painéis.
Metade desse volume possui certificação plena FSC® (Forest Stewardship Council®) , enquanto os outros 50% seguem o protocolo de Madeira Controlada FSC®.
A rastreabilidade inclui ainda matérias-primas adquiridas de terceiros. Documentação ambiental e fundiária, au
