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Suzano reverte prejuízo e lucra no Quarto Trimestre de 2025 (4T25)

Resultado vem com queda de receita, controle de produção e recompra de ações.

Redação - Vale Celulose - Três Lagoas 
12/02/26 às 08h07

A Suzano S.A. (SUZB3), maior produtora mundial de celulose de eucalipto, divulgou os resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) com reversão de prejuízo e manutenção de estratégia de controle de produção.

O balanço aponta lucro líquido de R$ 116 milhões no período, revertendo perda registrada no mesmo trimestre do ano anterior, em um cenário ainda desafiador para o setor.

Os números refletem impacto de preços internacionais da celulose, variações cambiais e disciplina operacional adotada pela companhia.

Principais indicadores financeiros

No 4T25, a Suzano registrou:

  • Lucro líquido de R$ 116 milhões
  • Receita líquida de R$ 13,1 bilhões, queda de aproximadamente 8% na comparação anual
  • EBITDA ajustado de R$ 5,58 bilhões, recuo de 14% frente ao 4T24

Apesar da retração em receita e EBITDA, o resultado operacional ficou próximo ou levemente acima das expectativas do mercado, segundo dados reportados por agências financeiras.

Estratégia de produção e recompra de ações

Conforme reportado pela agência Reuters, a companhia informou que manterá, ao longo de 2026, volume de produção cerca de 3,5% abaixo da capacidade nominal anual. A medida segue estratégia iniciada anteriormente para equilibrar oferta e retorno financeiro em meio à volatilidade do mercado global de celulose.

A empresa também anunciou programa de recompra de ações de até 6,5% dos papéis em circulação, movimento que sinaliza confiança na geração de valor aos acionistas.

Segundo declarações atribuídas à administração, a demanda por celulose no início de 2026 tem apresentado recuperação, com destaque para redução de estoques na China, um dos principais mercados consumidores da commodity.

Contexto do setor

O desempenho da Suzano ocorre em um ambiente de oscilação nos preços internacionais da celulose e variações cambiais relevantes. O setor de materiais básicos segue sob monitoramento de investidores, especialmente diante da necessidade de equilíbrio entre oferta global e rentabilidade das produtoras.

A estratégia de controle de custos e disciplina de produção deve continuar sendo o principal eixo da companhia ao longo de 2026, com foco em geração de caixa e preservação de margens.

 

Com informações adicionais da Infomoney*

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