A Suzano S.A. (SUZB3), maior produtora mundial de celulose de eucalipto, divulgou os resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) com reversão de prejuízo e manutenção de estratégia de controle de produção.
O balanço aponta lucro líquido de R$ 116 milhões no período, revertendo perda registrada no mesmo trimestre do ano anterior, em um cenário ainda desafiador para o setor.
Os números refletem impacto de preços internacionais da celulose, variações cambiais e disciplina operacional adotada pela companhia.
Principais indicadores financeiros
No 4T25, a Suzano registrou:
- Lucro líquido de R$ 116 milhões
- Receita líquida de R$ 13,1 bilhões, queda de aproximadamente 8% na comparação anual
- EBITDA ajustado de R$ 5,58 bilhões, recuo de 14% frente ao 4T24
Apesar da retração em receita e EBITDA, o resultado operacional ficou próximo ou levemente acima das expectativas do mercado, segundo dados reportados por agências financeiras.
Estratégia de produção e recompra de ações
Conforme reportado pela agência Reuters, a companhia informou que manterá, ao longo de 2026, volume de produção cerca de 3,5% abaixo da capacidade nominal anual. A medida segue estratégia iniciada anteriormente para equilibrar oferta e retorno financeiro em meio à volatilidade do mercado global de celulose.
A empresa também anunciou programa de recompra de ações de até 6,5% dos papéis em circulação, movimento que sinaliza confiança na geração de valor aos acionistas.
Segundo declarações atribuídas à administração, a demanda por celulose no início de 2026 tem apresentado recuperação, com destaque para redução de estoques na China, um dos principais mercados consumidores da commodity.
Contexto do setor
O desempenho da Suzano ocorre em um ambiente de oscilação nos preços internacionais da celulose e variações cambiais relevantes. O setor de materiais básicos segue sob monitoramento de investidores, especialmente diante da necessidade de equilíbrio entre oferta global e rentabilidade das produtoras.
A estratégia de controle de custos e disciplina de produção deve continuar sendo o principal eixo da companhia ao longo de 2026, com foco em geração de caixa e preservação de margens.
Com informações adicionais da Infomoney*
