A Suzano registrou lucro líquido de R$ 4,31 bilhões no primeiro trimestre de 2026, resultado divulgado em 2 de maio de 2026, representando uma queda de 32% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O desempenho foi impactado principalmente pela valorização do real frente ao dólar, além da retração na receita líquida e do aumento no custo dos produtos vendidos.
A receita líquida da Suzano totalizou R$ 10,96 bilhões entre janeiro e março, com recuo de 5% na comparação anual. No mercado internacional, o preço médio líquido da celulose atingiu US$ 562 por tonelada, alta de 1% em relação ao mesmo trimestre de 2025. Já o segmento de papel apresentou redução no preço médio no período.
Volume de vendas da Suzano cresce no trimestre
As vendas totais da Suzano somaram 3,21 milhões de toneladas no primeiro trimestre, avanço de 6% na comparação anual. O volume de celulose cresceu 7%, alcançando 2,83 milhões de toneladas, enquanto o segmento de papel registrou retração de 6%, totalizando 378 mil toneladas.
Ebitda, margem e geração de caixa
O Ebitda ajustado da Suzano foi de R$ 4,58 bilhões no período, queda de 6% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. A margem Ebitda permaneceu estável em 42%, indicando resiliência operacional diante do cenário de custos mais elevados.
A geração de caixa operacional atingiu R$ 2,52 bilhões, representando redução de 4% na mesma base de comparação.
Resultado financeiro e impacto do câmbio
O resultado financeiro líquido da Suzano foi positivo em R$ 4,61 bilhões, abaixo dos R$ 7,69 bilhões registrados um ano antes. As variações cambiais e monetárias contribuíram com R$ 2,91 bilhões, influenciadas principalmente pela desvalorização de 5% do dólar frente ao real em relação ao fechamento do quarto trimestre de 2025.
Em nota, a companhia destacou que “o trimestre foi marcado por volatilidade cambial e pressão de custos, mas seguimos com disciplina financeira e foco na eficiência operacional”.
Alavancagem e cenário do setor de celulose
Ao final de março, a alavancagem financeira da Suzano atingiu 3,3 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda em dólar, acima das 3,2 vezes registradas um ano antes.
Analistas do setor avaliam que a dinâmica cambial deve continuar sendo um dos principais fatores de impacto nos resultados ao longo de 2026, especialmente para empresas exportadoras como a Suzano. A demanda global por celulose segue resiliente, com destaque para mercados asiáticos, enquanto os custos operacionais permanecem pressionados por fatores logísticos e energéticos.
