A Petrobras definiu as empresas vencedoras para a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN-3), em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, marcando um novo avanço em um dos principais projetos industriais do país. A estatal está agora na fase de negociação dos preços ofertados e projeta concluir o empreendimento até o final de 2029.
Apesar do avanço nas contratações, a retomada física das obras está prevista para 2027. A previsão inicial era finalizar a contratação das executoras em 2025, mas o processo foi concluído apenas no início do segundo trimestre.
A decisão de retomar a UFN-3 ocorre em meio a um cenário global de instabilidade no fornecimento de fertilizantes, elevando o valor estratégico da planta para o Brasil. O projeto integra um plano de investimentos de US$ 15,8 bilhões em áreas como refino, transporte, comercialização, petroquímica e fertilizantes.
A Petrobras adotou um modelo de contratação fracionado, dividindo o projeto em diferentes licitações. A estratégia amplia a participação de empresas, aumenta a competitividade, reduz custos e fortalece as cadeias produtivas, inclusive com potencial de impacto regional.
Os lotes licitados contemplam diversas frentes operacionais, incluindo drenagem, pavimentação e RACI, prédios administrativos, laboratórios e oficinas, subestação de entrada e linha de transmissão 138 kV, interligações industriais, sistemas de água e efluentes, infraestrutura de energia, unidades de amônia e ureia, estocagem, expedição, manuseio e automação.
Empresas com melhores preços por módulo (EPC):
EPC 01
1º – R$ 327.516.608,84 – ETC Empreendimentos e Engeko Engenharia
2º – R$ 336.065.240,00 – Zopone Engenharia e Comércio Ltda
3º – R$ 386.383.468,87 – COESA, Construtora Metropolitana e FM Construções
4º – R$ 787.747.483,50 – OCC Construções e Participações S.A
5º – R$ 1.250.239.380,00 – Central Brasileira de Infraestrutura Ltda
EPC 02
1º – R$ 375.937.561,46 – Engeko Engenharia e Construção Ltda
2º – R$ 985.919.316,23 – Central Brasileira de Infraestrutura Ltda
EPC 03
1º – R$ 579.666.117,94 – Enfil S.A e Carioca
2º – R$ 676.049.870,50 – Universal Process, CPL Construtora e Alfredo Possebon
3º – R$ 899.036.593,32 – UTC Óleo e Gás Engenharia S.A
4º – R$ 2.550.073.460,00 – Central Brasileira de Infraestrutura Ltda
EPC 04
1º – R$ 546.944.591,01 – Nova Engevix Engenharia e Projetos S.A
EPC 05
1º – R$ 1.099.115.736,17 – Monto Industrial Ltda e Mendes Junior
2º – R$ 1.150.952.888,80 – Construcap CCPS Engenharia e Comércio S.A
3º – R$ 1.245.720.113,30 – Conenge Construções e Engenharia
EPC 06
1º – R$ 548.652.731,50 – COESA Construção e Montagens S.A
2º – R$ 598.731.079,72 – Engeko Engenharia e ETC Empreendimentos
3º – R$ 599.604.146,75 – Conenge Construção e Engenharia
4º – R$ 611.358.146,75 – Nova Engevix Engenharia e PowerChina International
5º – R$ 684.346.756,32 – Zopone Engenharia e Sengenharia
6º – R$ 876.474.684,90 – Construcap CCPS Engenharia e Comércio S.A
EPC 07
1º – R$ 663.534.704,11 – Nova Engevix Engenharia e PowerChina International
2º – R$ 784.534.278,24 – COESA Construção e Montagens S.A
3º – R$ 839.325.265,43 – Mendes Junior e Monto Industrial
4º – R$ 915.349.599,00 – Mendes Junior e Carioca
A retomada da UFN-3 deve gerar impactos expressivos para Três Lagoas e toda a região do Vale da Celulose. Entre os efeitos esperados estão a criação de empregos diretos e indiretos, o fortalecimento da cadeia de fornecedores locais e o aquecimento da economia.
Com a soma da indústria de fertilizantes à já consolidada cadeia da celulose, o município tende a ampliar sua posição como um dos principais polos industriais do Brasil.
