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Suprema Corte dos EUA derruba tarifaço de Trump e reduz incertezas no comércio global

Decisão por 6 votos a 3 limita poder presidencial e pode refletir na economia exportadora de Mato Grosso do Sul

Redação - Vale Celulose - Três Lagoas 
20/02/26 às 15h50
(Foto: Suprema Corte dos EUA derruba tarifas de Trump - Imagem: AFP)

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, por 6 votos a 3, derrubar parte das tarifas comerciais impostas pelo presidente Donald Trump com base em poderes de emergência.

O julgamento, realizado em 20 de fevereiro de 2026, concluiu que o presidente excedeu sua autoridade ao utilizar a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), de 1977, para impor tarifas amplas sem autorização do Congresso.

A decisão repercute no comércio internacional e pode gerar reflexos indiretos para estados exportadores brasileiros, como Mato Grosso do Sul.


Entenda a decisão

O caso, registrado como Learning Resources v. Trump , analisou a legalidade das tarifas instituídas sob a justificativa de emergência econômica. A maioria dos ministros entendeu que a IEEPA não concede poder irrestrito ao presidente para criar tarifas generalizadas, já que a Constituição dos Estados Unidos atribui ao Congresso a competência para legislar sobre tributos.

A decisão foi redigida pelo chefe da Suprema Corte, John Roberts, e reafirma o princípio da separação de poderes na política comercial norte-americana.


Impactos econômicos nos Estados Unidos

Estima-se que mais de US$ 130 bilhões tenham sido arrecadados com tarifas aplicadas sob a IEEPA. Com a decisão judicial, esses valores podem ser alvo de disputas administrativas e pedidos de reembolso por parte de importadores.

O mercado internacional reagiu com cautela, avaliando possíveis mudanças na política comercial norte-americana e eventuais novas iniciativas do Executivo.


Reflexos para Mato Grosso do Sul

Mato Grosso do Sul registrou recorde histórico de exportações em 2025, somando aproximadamente US$ 10,7 bilhões. A celulose lidera a pauta exportadora estadual, representando cerca de 28% a 29% do total embarcado no período.

O município de Três Lagoas, principal polo da indústria de base florestal do Estado, respondeu por mais de US$ 3 bilhões em exportações no ano passado, consolidando-se como um dos maiores centros exportadores do país.

Embora os Estados Unidos não sejam o principal destino da celulose sul-mato-grossense, o país exerce forte influência sobre cadeias globais de comércio. Mudanças na política tarifária norte-americana podem afetar o câmbio, os preços internacionais das commodities e o ambiente de previsibilidade para contratos de exportação.

Especialistas apontam que decisões que reforçam segurança jurídica tendem a favorecer estabilidade nos mercados, fator relevante para economias dependentes de exportação, como a de Mato Grosso do Sul.


Cenário em observação

Ainda não há definição sobre eventuais medidas alternativas por parte do governo norte-americano. O setor produtivo acompanha os desdobramentos, especialmente quanto aos impactos sobre acordos comerciais e fluxos globais de mercadorias.

Para Mato Grosso do Sul, o efeito é indireto, mas o fortalecimento da previsibilidade institucional no comércio internacional é considerado estratégico para a manutenção da competitividade exportadora.

 

 

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