As novas tarifas de Trump devem preservar cerca de 46% das exportações brasileiras aos Estados Unidos , segundo estimativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) .
As medidas entraram em vigor em fevereiro de 2026 e alteram a estrutura tarifária aplicada a diversos produtos importados pelos EUA.
De acordo com o governo brasileiro, aproximadamente US$ 17,5 bilhões em exportações ficaram fora das sobretaxas adicionais impostas pelos norte-americanos, mantendo parte relevante da pauta exportadora nacional em condições mais competitivas.
Comércio bilateral Brasil–EUA
O comércio bilateral Brasil–Estados Unidos movimenta dezenas de bilhões de dólares anualmente. Após as novas regras tarifárias:
· US$ 17,5 bilhões (46%) das exportações brasileiras não sofreram sobretaxa adicional;
· US$ 9,3 bilhões (25%) passaram a enfrentar tarifa global entre 10% e 15%;
· US$ 10,9 bilhões (29%) permanecem sujeitos a tarifas setoriais anteriores, como as aplicadas a aço e alumínio.
Os Estados Unidos seguem como um dos principais destinos das exportações brasileiras , especialmente de bens industrializados e produtos de maior valor agregado.
Lista de produtos impactados e poupados
Entre os produtos poupados pelas novas tarifas , destacam-se:
· Aeronaves e componentes aeronáuticos
· Máquinas e equipamentos
· Madeira
· Produtos químicos
· Rochas ornamentais
· Carnes
· Suco de laranja
· Minério
· Petróleo
· Celulose
Já setores como aço e alumínio continuam sujeitos a tarifas elevadas vinculadas a medidas comerciais anteriores dos Estados Unidos.
Setor aeronáutico é beneficiado
O setor aeronáutico brasileiro foi um dos principais beneficiados. As aeronaves brasileiras passam a entrar no mercado norte-americano com alíquota zero , deixando de enfrentar a tarifa anterior de 10%.
O segmento ocupa posição de destaque na pauta de exportações do Brasil aos EUA , e a medida amplia a competitividade da indústria aeroespacial nacional no cenário internacional.
Celulose e papel mantêm competitividade
No setor florestal, a celulose brasileira está entre os produtos que ficaram fora das sobretaxas mais elevadas. Isso preserva a competitividade de um dos segmentos mais estratégicos da indústria nacional.
O Brasil figura entre os maiores produtores globais de celulose e papel , e o mercado norte-americano representa destino relevante para parte dessa produção. A manutenção das condições tarifárias favorece estabilidade nas exportações do setor no curto prazo.
Monitoramento do governo brasileiro
O MDIC informou que seguirá acompanhando os desdobramentos das medidas e manterá diálogo com as autoridades dos Estados Unidos para garantir previsibilidade ao comércio exterior brasileiro.
Apesar de parte significativa da pauta exportadora ter sido preservada, o novo ambiente tarifário exige atenção estratégica das empresas exportadoras diante de possíveis revisões futuras na política comercial norte-americana.
