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Novas tarifas de Trump poupam 46% das exportações do Brasil aos EUA

Governo brasileiro estima que US$ 17,5 bilhões do comércio com os Estados Unidos ficaram fora das sobretaxas.

Redação - Vale Celulose - Três Lagoas 
27/02/26 às 08h16
(Antes das alterações, aproximadamente 22% das exportações brasileiras estavam sujeitas a sobretaxas de até 40% ou 50%. - Imagem: Claudio Neves)

As novas tarifas de Trump devem preservar cerca de 46% das exportações brasileiras aos Estados Unidos , segundo estimativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) .

As medidas entraram em vigor em fevereiro de 2026 e alteram a estrutura tarifária aplicada a diversos produtos importados pelos EUA.

De acordo com o governo brasileiro, aproximadamente US$ 17,5 bilhões em exportações ficaram fora das sobretaxas adicionais impostas pelos norte-americanos, mantendo parte relevante da pauta exportadora nacional em condições mais competitivas.

  Comércio bilateral Brasil–EUA

O comércio bilateral Brasil–Estados Unidos movimenta dezenas de bilhões de dólares anualmente. Após as novas regras tarifárias:

·        US$ 17,5 bilhões (46%) das exportações brasileiras não sofreram sobretaxa adicional;

·        US$ 9,3 bilhões (25%) passaram a enfrentar tarifa global entre 10% e 15%;

·        US$ 10,9 bilhões (29%) permanecem sujeitos a tarifas setoriais anteriores, como as aplicadas a aço e alumínio.

Os Estados Unidos seguem como um dos principais destinos das exportações brasileiras , especialmente de bens industrializados e produtos de maior valor agregado.

  Lista de produtos impactados e poupados

Entre os produtos poupados pelas novas tarifas , destacam-se:

·        Aeronaves e componentes aeronáuticos

·        Máquinas e equipamentos

·        Madeira

·        Produtos químicos

·        Rochas ornamentais

·        Carnes

·        Suco de laranja

·        Minério

·        Petróleo

·        Celulose

Já setores como aço e alumínio continuam sujeitos a tarifas elevadas vinculadas a medidas comerciais anteriores dos Estados Unidos.

Setor aeronáutico é beneficiado

O setor aeronáutico brasileiro foi um dos principais beneficiados. As aeronaves brasileiras passam a entrar no mercado norte-americano com alíquota zero , deixando de enfrentar a tarifa anterior de 10%.

O segmento ocupa posição de destaque na pauta de exportações do Brasil aos EUA , e a medida amplia a competitividade da indústria aeroespacial nacional no cenário internacional.


Celulose e papel mantêm competitividade

No setor florestal, a celulose brasileira está entre os produtos que ficaram fora das sobretaxas mais elevadas. Isso preserva a competitividade de um dos segmentos mais estratégicos da indústria nacional.

O Brasil figura entre os maiores produtores globais de celulose e papel , e o mercado norte-americano representa destino relevante para parte dessa produção. A manutenção das condições tarifárias favorece estabilidade nas exportações do setor no curto prazo.

  Monitoramento do governo brasileiro

O MDIC informou que seguirá acompanhando os desdobramentos das medidas e manterá diálogo com as autoridades dos Estados Unidos para garantir previsibilidade ao comércio exterior brasileiro.

Apesar de parte significativa da pauta exportadora ter sido preservada, o novo ambiente tarifário exige atenção estratégica das empresas exportadoras diante de possíveis revisões futuras na política comercial norte-americana.

 

 

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