A Malha Oeste , ferrovia estratégica para o Mato Grosso do Sul , deverá passar por leilão em modelo dividido por lotes, dentro de uma estrutura que pode viabilizar investimentos bilionários superiores a R$ 35 bilhões em obras e modernização. O processo de relicitação está sendo conduzido pelo Governo Federal com participação ativa do Estado.
Com cerca de 1.973 quilômetros de extensão , a ferrovia conecta Corumbá (MS) a Mairinque (SP) , passando por Campo Grande e Três Lagoas , além do ramal até Ponta Porã . O traçado é considerado fundamental para o escoamento de celulose , minério, combustíveis e produção agroindustrial sul-mato-grossense.
Estratégia estadual para fortalecer a logística
O governador Eduardo Riedel afirmou que o Estado participou da construção do modelo de concessão junto ao Governo Federal, destacando o caráter estratégico da relicitação.
“Em novembro desse ano, essa rota como um todo, essa malha, vai a leilão, em uma modelagem muito moderna”, declarou.
Segundo o governador, o projeto passou por cerca de dois anos de discussões técnicas para viabilizar a estrutura do certame. “Discutimos por cerca de dois anos as estratégias para que fosse um leilão viável, priorizando os gatilhos de investimento”, afirmou.
A prioridade inicial deverá recair sobre o trecho entre Três Lagoas e Campo Grande , considerado o segmento com maior potencial de movimentação de cargas e impacto econômico, especialmente para o polo industrial de celulose instalado na região Leste do Estado.
Modelo por lotes amplia competitividade
A divisão da concessão em lotes busca ampliar a atratividade do projeto e permitir que diferentes operadores assumam trechos específicos da ferrovia. A estratégia pode acelerar investimentos nos segmentos mais demandados e garantir reestruturação gradual nos demais.
Estudos técnicos indicam necessidade de modernização da infraestrutura, intervenções na via permanente e possível integração com a Malha Paulista, fortalecendo a conexão com corredores logísticos nacionais e portos do Sudeste.
