O dólar comercial fechou o dia 10 de fevereiro de 2026 cotado a R$ 5,19, próximo do menor patamar em 21 meses, conforme dados divulgados pela Agência Brasil.
No acumulado de fevereiro até essa data, a moeda norte-americana registra queda aproximada de 3,3%.
O movimento ocorre em meio ao aumento do fluxo de capital estrangeiro e à melhora das expectativas econômicas, tanto no cenário interno quanto internacional.
Ibovespa renova máxima histórica
No mesmo período, o Ibovespa alcançou 187.334 pontos, renovando o recorde histórico do principal índice da bolsa brasileira. O desempenho foi impulsionado pela valorização de ações de grandes empresas e pela entrada de recursos no mercado de renda variável.
O cenário reforça o ambiente de maior confiança dos investidores, embora especialistas alertem que o câmbio e a bolsa são sensíveis a fatores externos, como política monetária dos Estados Unidos e oscilações globais.
Reflexos no setor de celulose em Mato Grosso do Sul
Mato Grosso do Sul consolidou-se como um dos principais polos de produção e exportação de celulose do país. Com forte presença industrial na região da Costa Leste, o Estado tem grande parte da produção voltada ao mercado internacional, com contratos negociados em dólar.
A valorização do real frente à moeda norte-americana impacta diretamente a conversão das receitas de exportação. Quando o dólar cai, o valor recebido em reais tende a ser menor, o que pode pressionar margens operacionais e influenciar decisões de investimento.
Por outro lado, o câmbio mais baixo reduz custos de insumos importados e pode contribuir para um ambiente inflacionário mais controlado, favorecendo a previsibilidade econômica.
Empresas exportadoras costumam adotar mecanismos de proteção cambial para reduzir a exposição às oscilações. Ainda assim, a manutenção de um real valorizado por período prolongado pode exigir ajustes estratégicos no planejamento financeiro.
Economia regional acompanha cenário
O desempenho do dólar e da bolsa é acompanhado de perto em Estados com perfil exportador. Em Mato Grosso do Sul, onde a indústria florestal representa parcela relevante da geração de empregos e arrecadação, a variação cambial influencia diretamente projeções econômicas.
Analistas apontam que o impacto efetivo dependerá da duração do atual ciclo de valorização do real e das decisões de política monetária no Brasil e no exterior.
O cenário é positivo para o mercado financeiro, mas exige atenção contínua do setor produtivo regional.
