A evolução da indústria de celulose pode estar entrando em uma nova fase. O conceito de biorrefinaria , cada vez mais debatido no mundo, promete transformar as tradicionais fábricas de celulose em grandes centros de produção de energia renovável , biocombustíveis , produtos químicos verdes , biomateriais e outras soluções de alto valor agregado.
O tema foi abordado em artigo publicado pelo Correio Braziliense e reproduzido pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) . Segundo especialistas, o Brasil reúne condições únicas para liderar essa transformação graças à abundância de florestas plantadas , à elevada produtividade do eucalipto e à força da cadeia florestal nacional.
Da fábrica de celulose à biorrefinaria
Hoje, uma fábrica de celulose recebe toras de eucalipto , retira a casca, transforma a madeira em cavacos e utiliza processos químicos para separar a celulose da lignina e dos demais componentes da madeira.
O principal produto desse processo é a polpa de celulose , utilizada na fabricação de papéis, embalagens, papéis sanitários, papéis especiais e diversos produtos industriais. Parte dos resíduos gerados também já é aproveitada para produzir energia elétrica e vapor, tornando as unidades praticamente autossuficientes em energia.
Nas biorrefinarias , porém, o conceito vai muito além.
Assim como uma refinaria de petróleo aproveita praticamente cada fração do petróleo bruto para produzir gasolina, diesel, querosene de aviação, GLP, lubrificantes, asfalto, solventes e matéria-prima para a indústria química, uma biorrefinaria florestal busca utilizar praticamente 100% da biomassa proveniente do eucalipto.
