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Suzano amplia biocontrole e fortalece manejo sustentável nas florestas de MS

Programa de biocontrole, com uso de joaninhas e microvespas, alcançou 177,2 mil hectares de eucalipto em Mato Grosso do Sul, reduzindo o uso de defensivos e reforçando a sustentabilidade da silvicultura.

Redação - Vale Celulose - Três Lagoas 
24/07/26 às 07h16
(Foto: Biocontroladores - Imagem: Suzano divulgação)

A aposta da Suzano em soluções naturais para proteger suas florestas plantadas segue avançando em Mato Grosso do Sul . Em 2025, a empresa liberou 153,8 milhões de insetos benéficos em áreas de eucalipto , consolidando o crescimento do seu Programa de Biocontrole Florestal e ampliando o uso de tecnologias sustentáveis no manejo das plantações.

Ao longo do ano, o programa beneficiou 177,2 mil hectares de florestas cultivadas no Estado, uma expansão de 50% em comparação com 2024. Os resultados demonstram a eficiência da estratégia: 92,5% das áreas tratadas não necessitaram de intervenções adicionais , enquanto houve redução de 59% no uso de defensivos pulverizados e de 48% no consumo de água , reforçando o compromisso da companhia com uma produção florestal sustentável .

Além das conhecidas joaninhas , o programa utiliza microvespas parasitoides que atuam no controle natural de lagartas desfolhadoras, do psilídeo-de-concha, da vespa-da-galha e do percevejo bronzeado, principais pragas que afetam o cultivo de eucalipto . Esses organismos interrompem o ciclo de desenvolvimento das pragas e reduzem a necessidade de aplicações químicas.

"A ampliação do uso de insetos benéficos representa a evolução nas operações florestais e no manejo biológico da Suzano em Mato Grosso do Sul. Ao incorporar novas espécies, conseguimos tornar o controle natural de pragas ainda mais eficiente, reduzindo a dependência de defensivos, os custos operacionais e avançando cada vez mais para um manejo regenerativo. É uma estratégia que alia produtividade e conservação ambiental de forma concreta, com respeito às pessoas e ao meio ambiente", afirma Maria Carolina Zonete, diretora de Operações Florestais da Suzano em Mato Grosso do Sul.

Laboratórios de Três Lagoas impulsionam inovação

Os laboratórios da Suzano instalados em Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo foram responsáveis por 32,6% de toda a produção nacional de organismos utilizados no programa de biocontrole , que atingiu 453,2 milhões de insetos em 2025.

A unidade de Três Lagoas liderou a produção estadual, com 79 milhões de Trichospilus diatraeae , 67,8 milhões de Tetrastichus howardi e 113 mil joaninhas . Já a unidade de Ribas do Rio Pardo produziu aproximadamente 1 milhão de parasitoides e 48,5 mil joaninhas , fortalecendo a capacidade de atendimento das áreas florestais da empresa.

Segundo Maria Carolina, os laboratórios funcionam como verdadeiros centros de pesquisa e produção em larga escala. Além de proteger as florestas da companhia, o uso dos biocontroladores pode contribuir para o equilíbrio ecológico das áreas vizinhas, reduzindo a pressão de pragas e a dependência de produtos químicos também nas propriedades próximas.

Programa cresce a cada ano

Criado em 2021, o Programa de Biocontrole Florestal da Suzano iniciou suas atividades produzindo cerca de 910 mil insetos . O crescimento foi acelerado, chegando a 93 milhões de organismos em 2024 e alcançando 153,8 milhões em 2025, resultado dos investimentos em pesquisa, ampliação dos laboratórios e desenvolvimento de novas tecnologias.

Nos cinco primeiros meses de 2026, a empresa já havia liberado 44,03 milhões de insetos em 71,9 mil hectares de florestas de eucalipto em Mato Grosso do Sul. Desse total, 43,9 milhões eram parasitoides de lagartas e 120,2 mil joaninhas , demonstrando a continuidade da estratégia de manejo biológico.

As liberações são realizadas semanalmente, com base no monitoramento constante das florestas, garantindo que cada área receba os organismos mais adequados para o controle das pragas identificadas.

Vale Celulose

O avanço do biocontrole florestal reforça uma das principais tendências da indústria de celulose : substituir parte dos defensivos químicos por soluções biológicas de alta eficiência. Além dos ganhos ambientais, a tecnologia aumenta a competitividade do setor, reduz custos operacionais e fortalece os compromissos de sustentabilidade exigidos pelos mercados internacionais.

Para o Vale da Celulose , região que concentra os maiores investimentos da cadeia florestal brasileira, iniciativas como essa consolidam Mato Grosso do Sul como referência em inovação florestal , manejo sustentável do eucalipto e produção de celulose alinhada às melhores práticas ambientais.

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