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Americanos seguem comprando celulose brasileira em 2026

Brasil mantém liderança global na fibra curta e reforça protagonismo de Três Lagoas no mercado internacional.

Redação - Vale Celulose - Três Lagoas 
27/05/26 às 09h04

Os Estados Unidos continuam comprando celulose brasileira mesmo em meio às oscilações do mercado internacional, pressões tarifárias e ajustes globais na cadeia de suprimentos.

O movimento reforça a posição estratégica do Brasil como líder mundial na produção e exportação de celulose de fibra curta , utilizada principalmente pela indústria de papel tissue, embalagens e produtos sanitários.

O cenário também amplia o protagonismo de Mato Grosso do Sul e de Três Lagoas , considerada atualmente a capital do Vale da Celulose no Brasil e uma das principais referências globais da indústria florestal.

A continuidade das importações americanas demonstra que a competitividade da celulose do Brasil permanece elevada diante de concorrentes da América do Norte, Europa e Ásia. Analistas do setor apontam que produtividade florestal, escala industrial e eficiência logística continuam sendo diferenciais importantes para o país.

O Brasil lidera a produção mundial de fibra curta de eucalipto , matéria-prima amplamente utilizada pela indústria internacional de papel. Mesmo após períodos de retração nos preços globais, o fornecimento brasileiro segue considerado estratégico para compradores americanos.

Dados do mercado internacional mostram que a celulose kraft era negociada nesta semana próxima de 4.970 yuans por tonelada na Bolsa de Xangai, mantendo relativa estabilidade após meses de volatilidade. Já os preços da fibra curta na Ásia permanecem na faixa entre US$ 550 e US$ 590 por tonelada, enquanto contratos europeus seguem acima de US$ 1.100 por tonelada.

Especialistas avaliam que os Estados Unidos continuam dependentes da regularidade e da qualidade da celulose produzida no Brasil , especialmente em segmentos ligados ao consumo diário, como papéis sanitários, embalagens e higiene pessoal.

O setor florestal também permanece entre os principais itens da balança comercial brasileira com os EUA. Relatórios de mercado indicam que produtos de base florestal representaram parcela significativa das exportações brasileiras ao país norte-americano nos últimos anos.

Nesse contexto, Três Lagoas consolida ainda mais sua posição como centro estratégico da indústria da celulose global. O município abriga algumas das maiores operações industriais do setor no mundo e segue liderando investimentos ligados à expansão da cadeia florestal brasileira.

A combinação entre florestas cultivadas, disponibilidade hídrica, logística ferroviária e alta produtividade transformou a cidade em referência internacional para o segmento. O título de capital do Vale da Celulose reflete não apenas a concentração industrial, mas também a relevância econômica e logística que Três Lagoas passou a exercer dentro do mercado mundial de celulose.

Analistas do mercado avaliam que, apesar das oscilações econômicas globais, a demanda internacional por embalagens, papel tissue e produtos sustentáveis continuará sustentando o crescimento estrutural da indústria brasileira de celulose nos próximos anos.

 

 Com informações adicionais Valor Econômico* 

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