A implantação da Rota da Celulose entrou em uma nova etapa em Mato Grosso do Sul. A empresa Infra+ S/A , responsável por intervenções em parte do corredor rodoviário, solicitou ao Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) a Licença de Instalação e Operação (LIO) para estruturas temporárias que darão suporte às obras previstas no projeto.
O pedido envolve a instalação de canteiro de obras, usina de asfalto e tanque de combustível , que será utilizado no abastecimento de máquinas e veículos empregados nos serviços. As estruturas serão montadas em Bataguassu e atenderão o lote 2 da concessão.
De acordo com publicação no Diário Oficial do Estado, o lote contempla intervenções em trechos das rodovias MS-040, MS-338 e MS-395 , que, nesta etapa, somam aproximadamente 154 quilômetros .
O avanço do licenciamento representa mais um movimento para colocar em prática o pacote de investimentos previsto para um dos principais corredores logísticos da região que concentra a expansão da indústria de celulose e papel em Mato Grosso do Sul .
Estado busca acelerar licenciamento das rodovias federais
Paralelamente às etapas relacionadas às rodovias estaduais, o Governo de Mato Grosso do Sul trabalha para acelerar os procedimentos ambientais necessários às intervenções nas BR-262 e BR-267 , que também fazem parte da Rota da Celulose.
Após reunião realizada no Ministério do Meio Ambiente, em Brasília, na sexta-feira (7), o governador Eduardo Riedel informou que solicitou ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) a possibilidade de o Imasul assumir parte dos procedimentos de licenciamento ambiental referentes às obras nas duas rodovias federais. A proposta ainda depende de análise do órgão federal.
A intenção é reduzir o tempo necessário para tramitação dos processos ambientais e, consequentemente, permitir maior velocidade na execução do cronograma de investimentos da concessionária.
Como referência, o Governo do Estado citou um acordo de cooperação técnica firmado entre o Ibama e a Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH). Nesse modelo, a competência federal é mantida, mas determinadas etapas do processo podem ser conduzidas pelo órgão ambiental estadual.
Corredor estratégico para a indústria da celulose
A Rota da Celulose reúne aproximadamente 870 quilômetros de rodovias , envolvendo as estaduais MS-040, MS-338 e MS-395 e trechos das federais BR-262 e BR-267. A malha estabelece uma ligação estratégica entre a região de Campo Grande e o leste de Mato Grosso do Sul, passando por importantes polos produtivos, entre eles Ribas do Rio Pardo, Água Clara, Três Lagoas e Bataguassu .
A importância do corredor aumentou nos últimos anos com a expansão da cadeia florestal no Estado. A infraestrutura atende regiões que concentram grandes operações industriais e novos investimentos do setor, além de ser utilizada no transporte de madeira, celulose, insumos e outros produtos agroindustriais.
