A Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) lançou o Estudo Setorial 2026 , uma das mais importantes publicações do segmento, reunindo informações sobre a abrangência da indústria madeireira brasileira , sua contribuição para a balança comercial e indicadores socioeconômicos do setor.
O material apresenta dados detalhados sobre produção, consumo interno, exportações e tendências de mercado, além de traçar um panorama dos cenários nacional e internacional para os diferentes segmentos da cadeia produtiva da madeira.
Segundo o superintendente da Abimci, Paulo Pupo, os números demonstram a importância da atividade para a geração de empregos no país.
“Em 2024, a indústria madeireira foi responsável por 173,3 mil postos de trabalho . Quando computamos toda a indústria de madeira sólida , incluindo também a indústria moveleira, esse número alcança 376 mil vagas . Os estados do Paraná e Santa Catarina se destacam como importantes polos empregadores, refletindo a forte presença industrial nessas regiões”, destaca.
O Estudo Setorial 2026 está dividido em seis capítulos: Institucional, Tendências e Perspectivas Macroeconômicas, Floresta, Indústria, Mercado e Agendas da Abimci, reunindo análises e indicadores dos principais segmentos representados pela entidade.
Madeira serrada amplia participação no mercado internacional
Em 2024, o Brasil produziu 8 milhões de metros cúbicos de madeira serrada de pinus , produto que vem ganhando espaço no comércio global. Somente em 2025, as exportações ultrapassaram 2,9 milhões de metros cúbicos .
Já a produção de madeira serrada de folhosas , incluindo o eucalipto, atingiu 1,2 milhão de metros cúbicos em 2024. No ano seguinte, as exportações chegaram a 367,6 mil metros cúbicos .
Brasil lidera exportações mundiais de compensado
O segmento de compensado de pinus segue entre os destaques da indústria nacional. Em 2024, o Brasil produziu 3,5 milhões de metros cúbicos , consolidando-se como o quarto maior produtor mundial .
Além disso, o país manteve a posição de maior exportador mundial de compensado , com 2,3 milhões de metros cúbicos exportados em 2025 .
O Paraná respondeu por 67% desse volume exportado, enquanto Santa Catarina participou com 33% .
No caso do compensado de folhosas , a produção brasileira alcançou 270 mil metros cúbicos em 2024, enquanto as exportações chegaram a 117,9 mil metros cúbicos em 2025.
Portas de madeira ganham qualidade e competitividade
A indústria de portas de madeira também registrou avanços importantes nos últimos anos, impulsionada por investimentos em tecnologia, modernização industrial e melhoria dos insumos.
Um dos fatores apontados pela Abimci foi a implementação do Programa Setorial da Qualidade de Portas de Madeira para Edificações (PSQ-PME) , desenvolvido para garantir padronização e conformidade com as normas técnicas.
Em 2024, o setor produziu 8,2 milhões de unidades de portas de madeira , enquanto as exportações somaram 132 mil toneladas em 2025 .
Molduras brasileiras lideram mercado global
Entre 2017 e 2024, a produção de molduras de madeira cresceu aproximadamente 19% , alcançando 700 mil metros cúbicos .
O Brasil consolidou-se como o maior exportador mundial do produto , respondendo por cerca de 18% das exportações globais . Em 2025, foram exportadas 138,6 mil toneladas , sendo que 97% desse volume teve como destino os Estados Unidos .
Pisos de madeira mantêm reconhecimento internacional
A produção brasileira de pisos de madeira , incluindo os modelos maciços e engenheirados, alcançou 6,5 milhões de metros quadrados em 2025 .
Os Estados Unidos continuam sendo o principal comprador, absorvendo aproximadamente 50% das exportações brasileiras . No período, o setor exportou 30,5 mil toneladas .
Reconhecidos pela qualidade e durabilidade, os pisos brasileiros mantêm competitividade e potencial de crescimento nos mercados internacionais.
Pellets ganham espaço como fonte renovável de energia
Outro segmento em expansão é o de pellets de madeira , produto que vem ampliando sua participação tanto no mercado interno quanto no comércio exterior.
Em 2025, o Brasil exportou 449 mil toneladas de pellets , tendo a Itália como principal destino, responsável por quase 70% do volume exportado .
Além do mercado externo, o produto vem sendo cada vez mais utilizado pelo agronegócio , na secagem de grãos, aquecimento de aviários, redes hoteleiras e pela indústria alimentícia, fortalecendo sua presença como alternativa energética renovável.
Os números apresentados pelo Estudo Setorial 2026 da Abimci reforçam a importância da cadeia florestal brasileira , setor que segue ampliando sua participação na economia, gerando empregos, fortalecendo exportações e abrindo novas oportunidades de desenvolvimento para regiões estratégicas como o Vale da Celulose , em Mato Grosso do Sul.
Fonte: Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci)
