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Ponte da Rota Bioceânica entra na reta final e reforça novo corredor logístico

Obra que liga MS ao Paraguai supera 84% de execução e deve ser concluída em 2026

Redação - Vale Celulose - Três Lagoas
20/02/26 às 08h33
(Foto: Ponte que liga Brasil e Paraguai - Rota Bioceânica - Imagem: GOV MS)

A Ponte da Rota Bioceânica, que conecta Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta, no Paraguai, está na fase final de construção. Faltam cerca de 128 metros para a conclusão da ligação física sobre o Rio Paraguai. A obra é considerada estratégica para consolidar um novo eixo logístico entre o Oceano Atlântico e o Pacífico.

Com 1.294 metros de extensão e 21 metros de largura, a estrutura foi projetada para suportar tráfego intenso de cargas e veículos leves nos dois sentidos. As torres principais alcançam aproximadamente 130 metros de altura, garantindo navegabilidade e estabilidade estrutural.

Novo posicionamento logístico para Mato Grosso do Sul

A ponte integra o corredor rodoviário bioceânico, que conecta Brasil, Paraguai, Argentina e Chile. A proposta é reduzir distâncias e prazos no transporte de mercadorias destinadas à Ásia e a outros mercados internacionais, utilizando portos no Chile.

De acordo com dados oficiais divulgados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e pelo Governo de Mato Grosso do Sul, a obra já supera 84% de execução e tem previsão de conclusão em 2026.

O investimento estimado na ponte é de aproximadamente R$ 575,5 milhões. No lado brasileiro, as obras incluem cerca de 13 quilômetros de acessos pela BR-267, pontes intermediárias e a implantação de estrutura aduaneira.

Impacto para o setor produtivo

A consolidação da Rota Bioceânica representa uma mudança estrutural na matriz logística sul-mato-grossense. A nova alternativa de escoamento tende a ampliar a competitividade das exportações, reduzir custos operacionais e diversificar rotas comerciais.

Para o setor industrial e florestal, especialmente nos polos produtivos do Estado, o corredor cria novas perspectivas de acesso ao mercado asiático, reduzindo a dependência exclusiva dos portos do Sudeste.

A expectativa do governo estadual é que o novo eixo fortaleça o posicionamento estratégico do Mato Grosso do Sul no comércio internacional e estimule novos investimentos ao longo do corredor.

A conclusão da ponte representa um marco na integração regional sul-americana e deve redefinir o fluxo logístico do Centro-Oeste nos próximos anos.

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