A expansão da citricultura em Mato Grosso do Sul vem sendo acompanhada por um conjunto de medidas voltadas à segurança jurídica , ao controle fitossanitário e à proteção dos investimentos no campo.
O tema foi apresentado pelo gerente de Inspeção e Defesa Sanitária Vegetal da IAGRO/MS, Márcio Regys Rabelo de Oliveira , durante palestra realizada na 48ª Expotrês , promovida pelo Sindicato Rural de Três Lagoas.
Durante a apresentação, Márcio Regys destacou o cenário atual da citricultura sul-mato-grossense , que já contabiliza aproximadamente 31,8 mil hectares cultivados e mais de 14,3 milhões de plantas cítricas , números que demonstram o crescimento da atividade e o potencial de expansão do setor no Estado.
Segundo o especialista, o avanço da produção exige um sistema eficiente de defesa sanitária vegetal para proteger os investimentos realizados pelos produtores e garantir a sustentabilidade da cadeia produtiva nos próximos anos.
Defesa sanitária protege empregos e investimentos
Um dos principais pontos abordados durante a palestra foi a atuação conjunta entre a IAGRO , a SEMADESC e os municípios para evitar a disseminação de pragas que ameaçam a produção de citros.
Entre as ações destacadas está a regulamentação da supressão da murta em áreas urbanas, planta que serve como hospedeira do inseto transmissor do greening . A fiscalização do comércio de mudas também foi intensificada, buscando impedir a circulação de materiais sem origem comprovada.
De acordo com Márcio Regys, proteger a sanidade dos pomares significa também preservar empregos, renda e a competitividade da citricultura de Mato Grosso do Sul .
Monitoramento permanente contra o greening
A palestra apresentou ainda o trabalho de monitoramento fitossanitário realizado pela IAGRO para acompanhar a presença do Diaphorina citri , inseto responsável pela transmissão do HLB (Huanglongbing) , conhecido mundialmente como greening .
Atualmente, 12 municípios sul-mato-grossenses participam do monitoramento periódico, entre eles Três Lagoas , Brasilândia , Aparecida do Taboado , Campo Grande , Dourados e Nova Andradina . O objetivo é identificar rapidamente possíveis focos da doença e impedir sua disseminação.
A maior ameaça da citricultura mundial
Considerado a doença mais devastadora da citricultura mundial , o greening não possui cura. Uma vez infectada, a planta entra em processo de declínio até a morte.
Além da redução da produtividade, a doença provoca perda da qualidade dos frutos e aumento dos custos de produção, tornando inviável a continuidade da atividade em áreas fortemente afetadas. Diversos estados brasileiros e países produtores já registraram a perda de milhares de hectares devido ao avanço da enfermidade.
Ambiente seguro para novos investimentos
Durante sua apresentação na 48ª Expotrês , Márcio Regys reforçou que Mato Grosso do Sul mantém um rigoroso sistema de autorização para produção e comercialização de mudas cítricas certificadas , criando um ambiente de confiança para produtores e investidores.
A orientação é que os produtores adquiram apenas mudas certificadas , provenientes de viveiros cadastrados na IAGRO e acompanhadas de nota fiscal. A população também foi orientada a denunciar a venda irregular de mudas, anúncios suspeitos e possíveis ocorrências de plantas com sintomas de HLB ou greening .
O especialista destacou que o sucesso da atividade depende do comprometimento de todos os envolvidos na cadeia produtiva. "Faça certo, que o Estado sustenta o ambiente para você crescer", reforçou durante a apresentação.
Com fiscalização, monitoramento e ações preventivas, Mato Grosso do Sul busca consolidar sua posição como uma das principais fronteiras de crescimento da citricultura brasileira , oferecendo segurança para quem investe no setor e fortalecendo uma cadeia produtiva estratégica para a economia estadual.
