A Suzano, maior produtora mundial de celulose, zerou a destinação de resíduos industriais a aterros, transformando-os em corretivos de solo e fertilizantes em Três Lagoas (MS). Pioneira no setor, a iniciativa resultou na produção de 280.668 toneladas de corretivos de solo e 46.249 toneladas de fertilizantes orgânicos. Esses insumos abastecem mais de 400 produtores rurais em 62 municípios brasileiros. Desse total, 15 estão localizados em Mato Grosso do Sul.
Para Eduardo Ferraz, diretor de Operações Industriais em Três Lagoas, o resultado alinha a operação à lógica da economia circular e ao uso sustentável dos recursos: “Na Suzano, trabalhamos para transformar as árvores que cultivamos em produtos renováveis e cada vez mais sustentáveis. Com investimento em tecnologia, hoje conseguimos reaproveitar integralmente os resíduos da produção de celulose, transformando-os em insumos que retornam ao campo e ao ciclo produtivo. Isso demonstra que é possível operar em larga escala com eficiência e estimular a economia circular, dando uma destinação cada vez mais sustentável aos resíduos”.
A iniciativa é desenvolvida em parceria com a empresa Vida, especializada nesse tipo de solução, e é resultado de investimentos realizados há mais de cinco anos na ampliação da Central de Tratamento de Resíduos.
Nesse período, mais de 776 mil toneladas de resíduos gerados no processo de produção de celulose foram reaproveitadas e reinseridas na cadeia produtiva. O material passa por tratamento e é transformado em insumos aplicados no solo, contribuindo para reduzir impactos ambientais e tornar o uso de recursos naturais ainda mais eficiente.
A evolução dos volumes ao longo dos anos evidencia o avanço da estratégia. Em 2020, foram produzidas cerca de 36.032 toneladas de produtos agrícolas. Já em 2025, esse volume ultrapassou 67.758 toneladas, um crescimento de quase 90%, refletindo ganhos consistentes de eficiência e escala.
Em Três Lagoas, um dos principais polos da indústria de base florestal do país, a iniciativa também contribui para o fortalecimento da cadeia agrícola local, ampliando o acesso a insumos e apoiando a produção no campo. Para os produtores rurais atendidos, os recursos representam uma alternativa para o manejo do solo, com potencial de otimizar custos e melhorar a produtividade.
“Conseguimos transformar mais de 776 mil toneladas de resíduos que seriam destinados a aterros industriais em corretivos de solo e fertilizantes orgânicos para o setor agrícola. Na prática, isso significa devolver ao campo insumos que apoiam a produção e geram benefícios para as pessoas. Além do ganho ambiental, a iniciativa também contribui para fortalecer empresas parceiras e gerar emprego e renda na região”, completa Eduardo Ferraz.
