A produção florestal brasileira alcançou um novo recorde em 2025, movimentando R$ 47,9 bilhões, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa um crescimento de 6,7% em relação a 2024 e confirma a importância econômica das atividades de silvicultura e extração vegetal para o desenvolvimento industrial e o abastecimento do mercado nacional e internacional.
Os números fazem parte da pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS 2025), divulgada em setembro de 2026. O levantamento acompanha a produção e o valor dos principais produtos florestais brasileiros, incluindo a madeira destinada à fabricação de papel e celulose, atividade estratégica para a economia de Mato Grosso do Sul.
Em 2024, o setor havia movimentado R$ 44,3 bilhões. O novo resultado reforça a trajetória de expansão da atividade florestal, impulsionada pela demanda industrial e pela importância das florestas plantadas de eucalipto.
Mato Grosso do Sul se destaca na produção de madeira para celulose
O avanço da produção florestal no Brasil coloca em evidência Mato Grosso do Sul, estado que concentra grandes investimentos em indústrias de papel e celulose, produção de madeira, infraestrutura e logística.
A região formada por Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo, Água Clara, Selvíria e Inocência ganhou projeção nacional com a expansão das áreas de cultivo de eucalipto e a instalação de grandes unidades industriais.
Dados históricos do IBGE demonstram essa relevância. Em 2018, Mato Grosso do Sul liderou a produção brasileira de madeira em tora destinada à fabricação de papel e celulose, com 17,5 milhões de metros cúbicos, equivalentes a 18,9% da produção nacional naquele ano.
Desde então, a região passou por uma nova etapa de expansão industrial, fortalecendo o chamado Vale da Celulose, que reúne investimentos de empresas nacionais e internacionais.
Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo e Inocência impulsionam o setor
Em Três Lagoas, a presença de grandes indústrias consolidou o município como referência na produção de celulose, com uma cadeia de fornecedores, transportadoras, empresas de manutenção, tecnologia e serviços especializados.
Já Ribas do Rio Pardo ganhou maior protagonismo com a entrada em operação da fábrica da Suzano, empreendimento que ampliou a capacidade industrial instalada em Mato Grosso do Sul.
Em Inocência, a construção da fábrica da Arauco representa uma nova etapa de desenvolvimento regional, com investimentos na estrutura industrial, no cultivo de eucalipto e na logística necessária ao escoamento da produção.
A expansão desses empreendimentos contribui para movimentar diferentes setores econômicos, incluindo construção civil, transporte, comércio, prestação de serviços e formação profissional.
Exportações brasileiras reforçam competitividade da celulose
A força da indústria brasileira de celulose também aparece no comércio internacional.
Segundo informações do IBGE, o Brasil alcançou a posição de maior exportador mundial de celulose em 2022, superando o Canadá.
Em 2024, as exportações brasileiras de celulose atingiram 19,7 milhões de toneladas, volume 33,2% superior ao registrado no ano anterior. Entre os principais mercados compradores estão China, Estados Unidos, Itália e Países Baixos.
O desempenho demonstra a importância do setor para a balança comercial brasileira e reforça a posição estratégica dos polos produtores de Mato Grosso do Sul.
IBGE amplia levantamento sobre florestas plantadas
A pesquisa referente a 2025 também trouxe aprimoramentos na apresentação dos dados da silvicultura brasileira, permitindo análises mais detalhadas sobre espécies florestais e a destinação da madeira produzida.
As informações são importantes para acompanhar a evolução das áreas de florestas plantadas, a utilização da madeira pela indústria e a participação dos municípios na economia florestal.
Para o Vale da Celulose, os levantamentos oficiais contribuem para dimensionar a transformação econômica dos municípios que integram a cadeia produtiva, além de oferecer indicadores para o planejamento de investimentos públicos e privados.
Com a produção florestal brasileira atingindo R$ 47,9 bilhões em 2025, o setor reafirma sua importância para a economia nacional. Em Mato Grosso do Sul, a consolidação de grandes projetos industriais mantém o estado em posição estratégica no desenvolvimento da cadeia produtiva da celulose, conectando produção florestal, indústria, infraestrutura e exportações.
Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) — Pesquisa da Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura (PEVS 2025). Os dados nacionais de produção florestal não representam exclusivamente o segmento de celulose.
