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Uso de agrotóxicos apresenta maior toxicidade global, aponta estudo

Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes e novo decreto fortalece fiscalização e controle no setor agroindustrial.

Redação - Vale Celulose - Três Lagoas 
25/02/26 às 16h37
Foto: Adobe Stock

O governo federal publicou um novo decreto que atualiza as regras de fiscalização de fertilizantes , corretivos, inoculantes e bioinsumos no Brasil.

A medida regulamenta dispositivos da Lei dos Fertilizantes e moderniza procedimentos de registro, inspeção e controle desses produtos em todo o território nacional.

A norma estabelece critérios mais detalhados para produção, comercialização, importação e fiscalização, com o objetivo de ampliar a segurança jurídica do setor e fortalecer o controle de qualidade na cadeia de insumos agrícolas.

Atualização regulatória e modernização do setor

O decreto redefine procedimentos administrativos e técnicos relacionados ao registro de estabelecimentos e produtos. Entre os principais pontos estão a atualização das exigências para registro de fertilizantes e bioinsumos, regras mais claras para inspeção, padronização de critérios técnicos e adequação às novas tecnologias e modelos produtivos.

A iniciativa também está alinhada ao Plano Nacional de Fertilizantes , que busca reduzir a dependência externa e estimular a produção nacional de insumos estratégicos.

Fiscalização e controle de qualidade

O texto reforça a atuação do Ministério da Agricultura na fiscalização da cadeia produtiva, incluindo fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes. A medida amplia a rastreabilidade e o controle técnico dos produtos utilizados na produção agrícola.

Especialistas do setor avaliam que a atualização era aguardada há anos e pode contribuir para maior previsibilidade regulatória, especialmente para empresas que atuam com inovação em bioinsumos e tecnologias sustentáveis.

Dependência brasileira de fertilizantes

O Brasil é um dos maiores consumidores globais de fertilizantes, respondendo por cerca de 8% da demanda mundial. No entanto, o país importa mais de 80% dos fertilizantes que utiliza na agricultura. Em segmentos como o potássio, a dependência externa pode chegar a aproximadamente 95%.

Essa elevada dependência de fertilizantes importados expõe o agronegócio brasileiro a oscilações cambiais, variações de preços internacionais e eventuais crises geopolíticas, impactando diretamente os custos de produção de culturas como soja, milho e cana-de-açúcar.

Impactos para Mato Grosso do Sul

Em um estado de perfil agroindustrial como Mato Grosso do Sul, a dependência externa de insumos tem reflexos diretos na economia regional. O Estado é destaque nacional na produção de grãos, pecuária e bioenergia, atividades que demandam uso intensivo de fertilizantes para manutenção da produtividade.

A variação no preço internacional dos insumos influencia custos operacionais, margens de produtores e decisões de investimento no campo. Em períodos de alta no mercado global ou valorização do dólar, o impacto é sentido ao longo de toda a cadeia produtiva.

Nesse contexto, o fortalecimento da produção nacional de fertilizantes , o incentivo a bioinsumos e a modernização das regras de fiscalização são vistos como medidas estratégicas para reduzir vulnerabilidades e aumentar a competitividade do setor.

A atualização do marco regulatório ocorre em um momento de busca por maior autonomia produtiva e fortalecimento da indústria de insumos no país. A expectativa é que normas complementares detalhem procedimentos técnicos previstos no decreto, ampliando a segurança regulatória e estimulando novos investimentos.

Para estados com forte vocação agroindustrial, como Mato Grosso do Sul, a combinação entre regulação moderna, inovação tecnológica e estímulo à produção interna de fertilizantes é considerada fundamental para sustentar o crescimento do agronegócio nos próximos anos.

 

 

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