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Dia Mundial da Água: como a indústria de árvores cultivadas protege os recursos hídricos

Para o setor brasileiro de árvores cultivadas, a data é uma oportunidade para destacar como o manejo sustentável.

Ibá - Redação - Vale Celulose - Três Lagoas 
24/03/26 às 09h19
(Foto: Ibá - divulgação)

Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU)  e celebrado anualmente em  22 de março , o Dia Mundial da Água é um marco global para conscientizar sobre a importância deste recurso e a urgência de sua conservação. Para o setor brasileiro de árvores cultivadas, a data é uma oportunidade para destacar como o manejo sustentável e a eficiência podem atuar como os pilares da segurança hídrica em atividades econômicas guiadas pelo desenvolvimento sustentável.

Mas o que o setor de árvores faz pela água?  A preservação de  mais de 7 milhões de hectares  de vegetação natural, uma área maior que o estado do Rio de Janeiro, e a devolução de até 99% da água captada nos processos industriais de papel e celulose são apenas alguns dos fatos que demonstram o cuidado com a água pelo setor. Essa atuação contribui com a preservação das nascentes, regulação do fluxo hídrico e, consequentemente, com a disponibilidade de água para o consumo humano e para a biodiversidade.

Árvores a favor da saúde hídrica no campo

A racionalidade com os recursos hídricos começa nos viveiros e se estende pelas paisagens de cultivo e conservação. Com melhoria contínua, o volume de água necessário para produzir uma muda caiu 24% desde 2016. No campo, os  10,5 milhões de hectares  de árvores plantadas não são apenas fonte de matéria-prima para produtos renováveis e biodegradáveis, mas reabilitação para pastagens degradadas, por exemplo. A conversão dessas áreas para o plantio de árvores melhora a infiltração de água no solo,  evita o assoreamento em rios e lagos  e ajuda na recarga do lençol freático.

cultivo em mosaico  — adotado por 78% das unidades florestais — intercala áreas produtivas com florestas nativas, ajudando na regulação do fluxo hídrico. Para garantir que esse equilíbrio seja mantido, 79% fazem algum tipo de monitoramento de aspectos qualitativos e 69% realizam monitoramento quantitativo.

Compromisso público com o bom uso da água

Nas fábricas, a lógica é a da circularidade. A água utilizada circula em diversos processos antes de ser enviada para unidades de tratamento e retornar ao meio ambiente. Em alguns casos, mesmo após o tratamento, essa água retorna ao processo produtivo, evitando uma nova captação de água fresca dos rios.

Na prática, a gestão hídrica do setor se baseia em pilares de transparência e eficiência:

  • Taxa de retorno:  nos segmentos de celulose e papel, 99% da água captada é devolvida aos corpos hídricos após tratamento.
  • Gestão de processos:  nas fábricas de pisos e painéis de madeira, as taxas de reuso da água são altíssimas, com unidades chegando a 97% de recirculação.
  • Governança:  atualmente, 70% das empresas do setor possuem metas de gestão hídrica.
  • Restauração:  na iniciativa privada, o setor é um dos maiores restauradores de matas ciliares do país, protegendo as margens de rios e garantindo sua resiliência. 100% das empresas possuem projetos para restauração.

O setor de árvores cultivadas demonstra que a produção em escala industrial pode, e deve, caminhar lado a lado com a conservação dos nossos recursos mais preciosos e insubstituíveis.

Fonte: Ibá

 

(Foto: Ibá - divulgação)
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