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Assembleia Legislativa debate impactos ambientais da expansão do eucalipto em MS

Comissão da Assembleia discute crescimento da silvicultura; estado pode chegar a 2,5 milhões de hectares de eucalipto até 2028.

Redação - Vale Celulose - Três Lagoas 
09/03/26 às 10h10
(Ilustração)

O avanço das plantações de eucalipto em Mato Grosso do Sul será debatido na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) em reunião da Comissão de Desenvolvimento Agrário e Assuntos Indígenas e Quilombolas , marcada para o dia 11 quarta-feira , às 14h, no Plenarinho Deputado Nelito Câmara, em Campo Grande.

A discussão foi proposta pelo deputado Zeca do PT , presidente da comissão, e tem como objetivo analisar os impactos ambientais da produção de eucalipto , além de discutir o crescimento da silvicultura em Mato Grosso do Sul e seus efeitos sobre o uso do solo e os recursos naturais.

Segundo informações divulgadas pela Assembleia Legislativa, a área de florestas plantadas em Mato Grosso do Sul cresceu cerca de 500% na última década , alcançando aproximadamente 1,75 milhão de hectares em 2025 .

Expansão do eucalipto e crescimento da base florestal

O crescimento da produção de eucalipto em MS acompanha a expansão da indústria de celulose , setor que tem impulsionado investimentos e desenvolvimento econômico em várias regiões do estado.

Projeções indicam que Mato Grosso do Sul pode atingir 2,5 milhões de hectares de eucalipto plantados até 2028 , representando um aumento de cerca de 40% na base florestal .

A expansão da silvicultura em Mato Grosso do Sul ocorre principalmente em municípios da região leste e do chamado Vale da Celulose , como Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo, Brasilândia, Inocência, Água Clara, Bataguassu, Selvíria e Aparecida do Taboado .

Especialistas apontam que a combinação de condições climáticas favoráveis, tecnologia florestal e manejo avançado coloca o estado entre os mais produtivos do mundo na produção de madeira para celulose.

Debate reúne órgãos públicos, pesquisadores e setor produtivo

A reunião na Assembleia Legislativa deve contar com a participação de representantes de diversos órgãos e instituições, incluindo:

·        Ministério Público Federal (MPF)

·        Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS)

·        Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul)

·        Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação)

·        Universidades e institutos de pesquisa

·        Empresas do setor florestal e da indústria de celulose .

O objetivo é promover um debate técnico sobre os impactos ambientais do eucalipto , incluindo questões relacionadas à biodiversidade, disponibilidade de água, planejamento territorial e uso sustentável da terra .

Cadeia da celulose impulsiona economia regional

O crescimento da indústria de celulose em Mato Grosso do Sul tem transformado a economia regional, especialmente na região conhecida como Vale da Celulose , onde estão instalados alguns dos maiores projetos industriais do setor no mundo.

Municípios como Agua Clara, Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo e Inocência concentram investimentos industriais e florestais, fortalecendo a geração de empregos, a arrecadação de impostos e o desenvolvimento logístico.

Com os projetos em operação e os novos investimentos previstos, o estado deve consolidar sua posição como um dos principais polos globais da produção de celulose e florestas plantadas .

Discussão busca equilíbrio entre produção e sustentabilidade

A expectativa é que o debate na Assembleia contribua para ampliar a discussão sobre sustentabilidade da silvicultura , planejamento territorial e políticas públicas capazes de equilibrar desenvolvimento econômico e preservação ambiental .

Parlamentares e especialistas destacam que o avanço da produção de eucalipto em Mato Grosso do Sul exige diálogo permanente entre governo, setor produtivo, comunidade científica e sociedade civil.

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