A segunda é Amana, Cauê e Iberê. Amana significa “água que vem do céu”; Cauê pode ser associado a “gavião” ou “homem bondoso”; e Iberê remete a “rio” ou “caminho da água”. A opção, inspirada no tupi-guarani, tem uma construção mais poética, conectada ao céu, à água e ao movimento dos rios, em referência também ao rio Sucuriú.
A terceira alternativa valoriza a ideia de família em guarani, idioma presente na cultura sul-mato-grossense e do país vizinho, o Paraguai. Nessa opção, a mãe se chama Sy, que significa mãe; o pai, Túva, que significa pai; e o filhote, Mitã, que significa criança.
Já a quarta opção tem inspiração direta na biodiversidade. Aloua faz referência a nomes de espécies de primatas da região, enquanto Zogue e Sauá
são nomes populares de diferentes espécies de primatas em outras regiões do Brasil, especialmente na Mata Atlântica.
Para Camila Paschoal, gerente de Meio Ambiente da Arauco Celulose Brasil, aproximar a comunidade desse trabalho contribui para fortalecer o vínculo das pessoas com a fauna local. “O monitoramento nos permite conhecer melhor as espécies presentes no território e orientar ações ambientais cada vez mais assertivas. Ao convidar a população para participar da escolha, queremos mostrar que a conservação da biodiversidade também passa pelo vínculo das pessoas com o ambiente em que vivem”, afirma.
Segundo ela, a escolha dos nomes não foi aleatória. “Cada sugestão foi pensada a partir de referências que dialogam com o Cerrado, a cultura regional, a ideia de família e a biodiversidade local”, ressalta a gerente.
Tecnologia amplia monitoramento e conhecimento de primatas
O acompanhamento dos primatas no Projeto Sucuriú combina observação em campo, trabalho de equipes especializadas e o uso de drones equipados com sensores termais. A tecnologia permite localizar os animais a partir do calor emitido por seus corpos, especialmente nas primeiras horas da manhã, quando a vegetação apresenta temperaturas mais baixas e o contraste térmico favorece a detecção.
Realizado em parceria com a Sauá Consultoria Ambiental, o monitoramento é particularmente relevante para espécies de hábito predominantemente arbóreo, como os bugios-pretos, que passam grande parte do tempo nas copas das árvores. Com o apoio dos drones, as equipes conseguem ampliar a área monitorada, acessar locais de difícil alcance e obter informações mais precisas sobre a distribuição, o deslocamento e o comportamento dos animais.
Entre as espécies acompanhadas estão o bugio-preto e o macaco-prego-do-papo-amarelo, ambas classificadas como vulneráveis ao risco de extinção. Os dados gerados pelo monitoramento ajudam a orientar ações ambientais, medidas de mitigação de impactos e estratégias de conectividade entre áreas naturais.
Como votar
A comunidade pode participar da escolha pelo link, disponível na bio do Instagram @projetosucuriu até o dia 1º de julho. A votação também está disponível pelo QR Code publicado no informativo impresso
Notícias do Projeto Sucuriú
, distribuído em Inocência, Três Lagoas e Campo Grande.
Em Inocência, a população pode retirar seu exemplar na Casa Arauco, localizada na avenida Três Lagoas, 199, no centro da cidade. O trio vencedor será anunciado no dia 2 de julho, no Instagram do Projeto Sucuriú: @projetosucuriu.